sexta-feira, 29 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

QUEREMOS UMA INCLUSÃO REAL.



20/03/11 14:29"

Pensem sobre isso...

Como Fazer a Inclusão.

Diariamente recebo emails de Professores que desabafam suas angústias e desespero por não saberem como trabalhar com crianças ou jovens que apresentam alguma necessidade especial. Na pesquisa realizada com Coordenadores também foram relatadas várias inquietações referente a esse tema.

Assim, visando oferecer mais subsídios para Professores e Coordenadores, iniciarei uma série de artigos voltados ao esclarecimento das Deficiências.

Infelizmente, a Universidade não prepara o Professor para lidar com essas crianças, por outro lado a Escola também não contempla, na formação continuada, dar conta desta questão e capacitar os Professores e Funcionários de Apoio para de fato tornar a inclusão uma realidade.

Mas de que inclusão estamos falando? Saiba que matricular a criança e fisicamente garantir uma carteira dentro de uma sala de aula NÃO é inclusão ! Fazer a equivalência idade/série sem contemplar o devido apoio pedagógico também NÃO é inclusão. Tentar enquadrar a criança ou jovem no mesmo nível pedagógico que os demais alunos também JAMAIS será inclusão.


Vivemos em um mundo real e por esta razão é preciso analisar o contexto atual em que estas crianças são recebidas: salas de aula lotadas, um único Professor, sem a devida capacitação para lidar com nenhum tipo de deficiência, a equivalência idade/série que acaba promovendo apenas a inclusão social, já que a criança ou jovem convive com outras crianças da mesma idade cronológica, porém há que atentar que a idade mental, dependendo da deficiência, não contemplaria nem mesmo esta “inclusão social”.

Ainda há a situação em que todos os anos muitas Escolas são surpreendidas com o recebimento de alunos com necessidades especiais (com paralisia cerebral, limítrofes, ou algum tipo de síndrome), sem que tivessem sido informadas de tal fato pelas famílias. Por outro lado, a família, com receio de não conseguir a vaga, omite as reais necessidades da criança, deixando assim, a Escola sem subsídios para iniciar o trabalho pedagógico. Saiba que está situação é mais comum do que parece.

A SURPRESA:

Nos primeiros dias a Professora observa que aquela criança não interage com as demais crianças, demonstra comportamento diferente para a idade, e não se desenvolve no seu aprendizado. As tarefas que a criança realiza estão muito aquém do grupo, ou então a criança nada realiza em todo o período que fica na Escola. As notas estão sempre abaixo do esperado, o comportamento é agressivo, ou indisciplinado, desestabilizando todo o grupo.

O QUE FAZER?


A família começa a cobrar os resultados da Escola e da Professora . A Escola por sua vez, não dispõe de informações, laudos e diretrizes que possam nortear o trabalho pedagógico. Se você tem algum aluno nesta condição, aqui vão algumas sugestões que podem ajudar:

- Convocar a família para uma Reunião e solicitar pos escrito: Avaliação Psicológica, Neurológica ou outras que julgar necessárias,

- Dar um prazo para a família entregar o parecer médico na Escola,

- Encaminhar o aluno para as terapias, caso a criança ainda não esteja realizando, conforme os laudos recebidos;

- Solicitar cópia do Receituário para verificação de quais medicamentos o aluno faz uso, pois muitos deles ocasionam mudança de comportamento e interferem na atenção, ocasionando lentidão de aprendizado e memória, bem como agitação,

- Levantar, junto a família, qual é a rotina do aluno, pois os familiares de crianças especiais tendem a ser permissivos, assim eles crescem sem regras, disciplina ou boas maneiras;

- Atualizar o prontuário do aluno com todo o registro (cópias) de diagnósticos de especialistas tais como: Neurologista, Psiquiatra, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Psicopedagogo, Terapeuta Ocupacional e outros, conforme o caso;

- Estude sobre a deficiência do seu aluno, aprenda sobre suas características e sintomas, de modo a saber detectar quais comportamentos acompanham determinada deficiência, para que você tenha mais elementos e possa distinguir o que é da doença e o que é falta de disciplina e educação ;

- Solicite Relatórios periódicos das terapias que a criança estiver realizando, se possível mantenha contato direto com o Especialista em questão;

- Caso a família fique protelando indefinidamente as providências que o Professor solicitou, acione o Conselho Tutelar e alegue que a família está sendo negligente com as necessidades da criança.

Após tudo isso feito e levantado, chega a hora de:
- criar plano de curso específico e bem variado para as necessidades de cada aluno, para isso consulte as Diretrizes Curriculares para Educação Especial e os PCNS.

- criar plano de rotina/disciplina para que a família implante no lar

- entrar em contato periódico com os profissionais que fazem a terapia do aluno para fazer o acompanhamento da evolução do mesmo.

- criar uma rotina na escola e sala de aula, o que exigirá paciência e persistência

- promover a inclusão social (com os demais alunos), física (adequar as instalações físicas), pedagógica (atividades diferenciadas e focadas nas necessidades do aluno)

- na impossibilidade de realizar o que está sendo exposto, cobre do poder público o que estabelece a LDB no seu artigo 58 e 59

E então esse artigo foi útil para você ? Tem idéias e quer compartilhar ? Envie seus comentários. No próximo artigo abordarei sobre Deficiência Intelectual.

domingo, 20 de março de 2011


Comentário:
Como sei que nem todas as pessoas entram nos comentários, vou postar o que a Fabiana deixou no meu último post:

"ALDAISA

ESSA MATÉRIA ACIMA É ÓTIMA.
VOCÊ COMO EDUCADORA, JÁ OUVIU ISSO EM VÁRIAS REUNIÕES E CAPACITAÇÕES, ASSIM COMO EU JÁ OUVI COMO MÃE.
MAS INFELIZMENTE NADA DISSO ACONTECE NA PRÁTICA.
NA MINHA OPINIÃO, SE HOUVER UM ALUNO ESPECIAL, SEJA DO ESTADO, DO MUNICÍPIO OU DA UNIÃO O PODER PÚBLICO TEM O DEVER DE AJUDAR, EDUCAR, INCLUIR SOCIALMENTE.
OS PAIS AMAM SEUS FILHOS E QUEREM QUE ELES SEJAM CIDADÃOS DIGNOS DE EXERCER SUA CIDADANIA.
O QUE O PODER PÚBLICO NÃO PODE E NÃO DEVE FAZER, É INVESTIR TANTO EM UMA SALA DE RECURSO, TER O PROFESSOR CAPACITADO, TER 6 ALUNOS DO ESTADO E DEIXAR DE ATENDER OS ALUNOS QUANTO A SUA NECESSIDADE, COLOCAR O PROFESSOR EM UMA OUTRA FUNÇÃO, E DEIXAR O MATERIAL ESTRAGANDO, COMO SE FOSSE UM DEPÓSITO.
ESPERAMOS QUE SE CONSCIENTIZEM DA NECESSIDADE DO FUNCIONAMENTO DESTA SALA.

FABIANA










 
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