PERITONITE-INCONTINÊNCIA URINÁRIA E FECAL-BEXIGA NEUROGÊNICA


Peritonite


Por Débora Carvalho Meldau
Peritonite é a inflamação do peritônio, que é uma membrana serosa que reveste a cavidade abdominal (peritônio parietal) e também algumas vísceras (peritônio visceral). Este tipo de afecção pode ser difusa ou localiza e, primária ou secundária. A primária relaciona-se com a disseminação bacteriana por via hematógena ou diretamente pela cavidade abdominal, sem que haja perfuração de uma víscera oca. Já a secundária, que é muito mais comum está relacionada com infecções intra-abdominais causadas por bactérias e/ou suas toxinas. Estas chegam à cavidade quando há o rompimento de alguma víscera oca, como intestino, apêndice e estômago. Outras causas podem ser inflamação da vesícula biliar ou enzimas geradas por uma inflamação do pâncreas, úlceras perfuradas, complicações renal ou hepática, complicações da diálise peritoneal.
O primeiro sinal clínico observado é a dor e sensibilidade abdominal, agravada durante a movimentação. Outros sintomas são: líquido no abdômen (ascite), não evacuação de fezes ou gases, distensão abdominal, febre, baixa produção de urina, náuseas, vômitos e sede.
Existem diversas complicações que podem ocorrer em um quadro de peritonite:
  • Distúrbios eletrolíticos e hipovolemia, devido ao sequestro de fluídos e eletrólitos. Isto pode resultar em choque e insuficiência renal aguda;
  • Formação de abscesso peritoneal;
  • Desenvolvimento de septicemia;
  • Entrada de fluído no diafragma, resultando em complicações respiratórias.
O tratamento consiste sempre em intervenção cirúrgica. Mas também  é necessário administrar antibióticos para combater a infecção, bem como hidratar o paciente com soro intravenoso para compensar a perda de líquido através de êmese (vômito). Também é importante administrar medicamentos para aliviar a dor.
Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/peritonite.html
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001335sym.htm
http://pt.mixednews.net/2009/07/10/causas-de-peritonite/
http://www.inst-medicina.com.br/peritonite.htm
http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=59


AVISO: As informações contidas neste texto são apenas para referência, não devendo ser usadas para automedicação ou autodiagnóstico. Se você estiver com algum problema de saúde, procure um médico.

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Incontinência urinária

Incontinência urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida quanto em mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra sejam mais frágeis nas mulheres.
Causas
A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser comprometida nas seguintes situações:
* Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;
* Gravidez e parto;
* Tumores malignos e benignos;
* Doenças que comprimem a bexiga;
* Obesidade;
* Tosse crônica dos fumantes;
* Quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;
* Bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;
* Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter masculino.
Tipos e Sintomas

a) Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se;
b) Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
c) Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra.
Diagnóstico
São dados importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e a elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características e freqüência da perda urinária.
Outro recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo e registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço.
Tratamento
O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, mas exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.
Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso ininterrupto de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical. Esses remédios provocam efeitos colaterais, como boca seca, obstipação e rubor facial.
Recomendações
* Procure um médico para diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária que você apresenta;
* Não pense que incontinência urinária é um mal inevitável na vida das mulheres depois dos 50, 60 anos. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de vida melhorará muito;
* Considere os fatores que levam á incontinência urinária do idoso – uso de diuréticos, ingestão hídrica, situações de demência e delírio, problemas de locomoção – e tente contorná-los. Às vezes, a perda de urina nessa faixa de idade é mais um problema social do que físico;
* Evitar a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação, praticar exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são medidas que podem ser úteis na prevenção da incontinência urinária.
FONTE: http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/incontinencia-urinaria/

Exercícios para incontinência urinária

Os exercícios do pavimento pélvico, mais conhecido como exercícios de Kegel estão recomendados para mulheres ou homens que apresentem incontinência urinária e/ou incontinência fecal.
O princípio dos exercícios de Kegel é fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorando também a função dos esfíncters da uretra e reto. Contudo, seu sucesso depende da técnica apropriada e adesão a um programa regular de exercícios. O que quer dizer que os exercícios devem ser realizados várias vezes ao dia, todos os dias até a completa resolução do problema.

Como fazer os exercícios de Kegel

Para fazer o exercício de kegel de forma correta, identifique o músculo do períneo:
  • Esvazie a bexiga e tente segurar o "xixi" ao mesmo tempo, contraindo os músculos do assoalho pélvico. Agora que já sabe qual músculo contrair,
  • Mantenha a contração deste músculo ou seja e conte até 10 e depois relaxe.
Faça 10 exercícios seguidos, três vezes ao dia (manhã, tarde e noite). Mas é importante que este exercício seja sempre realizado com a bexiga vazia para evitar a cistite, uma inflamação da bexiga pelo acumulo de microorganismos em seu interior.
O objectivo deste exercício é restaurar o tônus e a força muscular do períneo e de todo o pavimento pélvico, impedindo a perda de urina ou de fezes e melhorando até mesmo o desempenho sexual.

Quanto tempo demora para ter efeito?

O tempo que os exercícios de Kegel demoram para ter efeito vai depender da gravidade do quadro, isto é, da quantidade de urina que se perde, mas nos casos mais graves, quando os exercícios de Kegel são realizados corretamente e no mínimo 3 vezes por dia, os resultados podem ser percebidos após 3 meses e após cerca de 1 ano dá-se a resolução completa do caso.
Nos casos mais simples, onde a perda involuntária de urina é pouca, os resultados podem ser percebidos mais rapidamente.


Fisioterapia para incontinência urinária

A fisioterapia é uma das possibilidades de tratamento para a incontinência urinária e vários estudos tem demonstrado o sua eficácia. O objetivo da fisioterapia para a incontinência urinária é fortalecer os músculos do assoalho pélvico de modo que o períneo fique tão fortalecido que impeça a perda involuntária da urina.
Para tal pode-se recorrer a dois métodos, o uso de cones vaginais associado aos exercícios de kegel, e a eletroestimulação através de aparelhos de eletroterapia.

Tratamento para incontinência com cones vaginais

Um dos tratamentos fisioterapêuticos mais utilizados em caso de incontinência urinária é o uso de cones vaginais associados aos exercícios de kegel
Os cones vaginais são pequenos objetos que tem pesos diferentes, que devem ser introduzidos na vagina e a mulher tem que fazer uma contração com o períneo de modo que segure-o dentro da vagina.
Inicialmente são utilizados cones muito leves, e à medida que o períneo vai sendo fortalecido, o peso pode ir sendo aumentado. Os primeiros exercícios devem ser realizados com a mulher deitada e depois a intensidade dos exercícios devem ir aumentando até que ela consiga manter o cone dentro da vagina por pelo menos 5 segundos na posição de pé, e depois ao realizar um outro exercício ao mesmo tempo, como por exemplo  fazendo um exercício de agachamento.

Tratamento para incontinência através de eletroestimulação

Se o fisioterapeuta achar necessário poderá realizar o tratamento da incontinência urinária através da eletroestimulação.
A eletroestimulação é um outro recurso em que o aparelho é colocado dentro da vagina e este emite uma leve corrente elétrica, totalmente suportável, que realiza a contração do períneo involuntariamente. Estudos tem comprovado que este não traz um grande benefício no tratamento mas pode ser de grande ajuda para as mulheres que não sabem exatamente que músculo devem contrair.

Tempo de tratamento da incontinência urinária

A fisioterapia deve ser realizada preferencialmente 5 dias por semana, com manuntenção em casa, aos fins de semana (sem os pesinho, somente com as contrações). Caso não seja possível recomenda-se realizar no mínimo 2 sessões por semana, com manuntenção em casa.
O tempo total de tratamento vai depender do grau de comprometimento do períneo e do empenho da mulher ao realizar os exercícios. A duração média de tratamento é de 1 ano e é aconselhado que a paciente continue a realizar os exercícios semanalmente para diminuir a reincidência da doença.
Referência Bibliográfica
GOMES LP; RIBEIRO RM; BARACAT EC. Tratamento não-cirúrgico da incontinência urinária de esforço: revisão sistemática. Acesso em Nov. 2011.

Incontinência urinária masculina

A incontinência urinária masculina é caracterizada pela perda involuntária da urina.

Sintomas da incontinência urinária masculina

  • gotas de urina que ficam na cueca depois de fazer xixi,
  • perda de urina frequente e irregular,
  • perda de urina em momentos de esforço, como rir, tossir ou espirrar,
  • vontade incontrolável de fazer xixi.
Essa doença pode surgir em qualquer idade, embora seja mais comum após a quarta década de vida.
Os homens que tiverem os sintomas acima devem procurar um urologista, que é o médico especialista no assunto, a fim de identificar a causa do problema e então iniciar o tratamento.

Causas da incontinencia urinária masculina

Algumas das possíveis causas da incontinência urinária são a perda do controle dos músculos envolvidos (nos idosos), alterações cerebrais, doença mental e problemas na inervação da bexiga.

Tratamento para incontinência urinária masculina

O tratamento para a incontinência urinária masculina pode ser feito com o uso de medicamentos, fisioterapia ou cirurgia, tudo vai depender da causa da doença.

Cura da incontinência urinária

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de pequenas, médias ou grandes quantidades de urina. Segundo pesquisas científicas a cura da incontinência urinária está relacionada diretamente ao tônus muscular do períneo e isto pode ser conseguido através da prática de exercícios de Kegel e da fisioterapia.
Segundo uma publicação científica cerca de aproximadamente 70% das mulheres submetidas ao tratamento fisioterapêutico para a incontinência urinária que tiveram alta do serviço e que foram aconselhadas a realizar os exercícios em casa, após um ano mostraram-se praticamente curadas, relatando somente a perda de pequenas gotas de urina ao realizar esforços.
Isso comprova que nem todas as mulheres com incontinência urinária devem ser indicadas diretamente para a cirurgia, sendo a fisioterapia uma ciência capaz de promover a cura nestes casos.
Para complementar o tratamento da incontinência em casa, recomeda-se fazer os exercícios de Kegel 3 vezes ao dia, com duração de 3 segundos para cada contração do períneo.

Referência Bibliográfica



Incontinência urinária por esforço


O que é:

A incontinência urinária por esforço é facilmente identificada quando ocorre um escape de urina, habitualmente em pequenos jatos, que ocorre quando o indivíduo realiza algum esforço como tossir, rir, espirrar ou levantar um objeto pesado, por exemplo.

Causas da incontinência urinária por esforço

A causa da incontinência urinária por esforço é a fraqueza do esfíncter urinário, que é o músculo que controla o fluxo urinário da bexiga. Essa fraqueza nas mulheres pode ser consequência de alterações anatômicas causadas por múltiplos partos ou por uma cirurgia pélvica, ou por transtorno na produção hormonal durante a menopausa.
A incontinência urinária nos homens é menos frequente do que nas mulheres e pode ocorrer como consequência da remoção da próstata ou uma lesão da parte superior da uretra ou do colo da bexiga.

Sintomas da incontinência urinária por esforço

Os sintomas da incontinência urinária por esforço são:
  • Perda de pequenas médias ou grandes quantidade de urina quando realiza-se algum esforço físico.

Tratamento para a incontinência urinária por esforço

O tratamento para a incontinência urinária por esforço é feito através das sessões de fisioterapia. Nela serão feitos exercícios ativos e resistidos e eletroestimulação.

 FONTE: http://www.tuasaude.com/cura-da-incontinencia-urinaria/






 









Como lidar com a incontinência urinária?
A idade na qual a criança começa a trabalhar a continência urinária é individual e depende de suas capacidades físicas e de sua condição social. Geralmente o período de ingresso na escola é o parâmetro desejável para a continência urinária, o que não acontecerá para todas as crianças, porém. Para se conseguir a continência urinária é preciso se submeter a uma estratégia de depleção adequada. Isto pode incluir medicações, cateterização intermitente e às vezes reconstrução cirúrgica. Quando um programa de continência urinária é iniciado, ele deve ser continuado sempre que a criança esteja em um ambiente escolar estruturado.


Deve se pensar em trabalhar simultaneamente a continência fecal e a urinária. É essencial que a criança mantenha uma consistência fecal favorável o que pode ser conseguido com uma dieta rica em líquidos e fibras. Algumas crianças se beneficiam com a adição de fibras à alimentação. Mesmo quando as fezes se encontram com consistência normal, algumas crianças necessitarão de auxílio para eliminação da mesma do seu reto e cólon. Existem várias técnicas recomendadas incluindo-se a manipulação digital, supositórios retais e a aplicação de enemas. Quando se aplicam enemas, somente a porção terminal do cólon é evacuada permanecendo ainda boa parte das fezes no restante do intestino grosso.


Bexiga neurogénica

por Gugu Herói, Quarta, 6 de fevereiro de 2013 às 15:48 ·

Bexiga neurogénica
A bexiga neurogénica consiste na perda do funcionamento normal da bexiga provocada por lesões de uma parte do sistema nervoso.
Uma bexiga neurogénica pode ter origem numa doença, numa ferida ou num defeito de nascença que afecta o cérebro, a espinal medula ou os nervos que se dirigem para a bexiga, para o seu orifício de saída ou esfíncter (a abertura da bexiga para o interior da uretra) ou para ambos. Uma bexiga neurogénica pode ser de baixa actividade (hipotónica), sendo incapaz de se contrair (não contráctil) e de esvaziar bem, ou pode ser hiperactiva (espástica), esvaziando-se então por reflexos incontrolados.
Causas
Uma bexiga de baixa actividade (hipotónica),geralmente é o resultado da interrupção dos nervos locais que a estimulam. A causa mais frequente nas crianças é um defeito de nascença da espinal medula, como a espinha bífida ou o mielomeningocele (um protraimento da espinal medula através das vértebras). (Ver secção 23, capítulo 251)
Uma bexiga superactiva (espástica) ocorre em geral por uma interrupção do controlo normal da bexiga por parte da espinal medula e do cérebro. Uma causa frequente é uma ferida ou então uma doença, como a esclerose múltipla, que afectam a espinal medula, que podem ter como resultado a paralisia das pernas (paraplegia) ou dos braços e das pernas (tetraplegia). Com frequência, estas lesões no início fazem com que bexiga se torne flácida durante dias, semanas ou meses (fase de choque). Posteriormente, torna-se hiperactiva e esvazia-se sem um controlo voluntário.
Sintomas
Os sintomas variam de acordo com a etapa em que se encontre a bexiga, em baixa actividade ou superactiva.
Como uma bexiga em baixa actividade, em geral, não consegue esvaziar-se, dilata-se até se tornar muito grande. Esta dilatação geralmente não é dolorosa, porque a bexiga se expande lentamente e tem muito pouca ou nenhuma actividade nervosa local. Em alguns casos, a bexiga permanece aumentada de tamanho, mas perde pequenas quantidades de urina de maneira constante (incontinência por extravasamento). As infecções da bexiga são frequentes nas pessoas que têm uma bexiga em baixa actividade, dado que a estase da urina residual nela proporciona as condições para estimular o crescimento de bactérias. Podem formar-se cálculos na bexiga, particularmente quando uma pessoa sofre de infecção crónica da bexiga que obriga à colocação permanente de uma sonda. Os sintomas de uma infecção da bexiga variam dependendo do grau da actividade nervosa que resta à bexiga.
A bexiga superactiva pode encher-se e esvaziar-se sem controlo e com graus variáveis de mal-estar, dado que se contrai e se esvazia por reflexo (involuntariamente).
Quando existe uma bexiga hipoactiva ou hiperactiva, a pressão e o refluxo da urina a partir da bexiga e através dos ureteres podem lesar os rins. Nas pessoas que têm uma lesão da espinal medula, a contracção da bexiga e o relaxamento da sua saída (esfíncter) podem não estar coordenados, de modo que a pressão na bexiga permanece elevada e não deixa que a urina saia dos rins.
Diagnóstico
Com frequência, o médico pode detectar uma bexiga aumentada de volume examinando a parte inferior do abdómen. Os estudos radiológicos nos quais se injecta uma substância radiopaca através de uma veia (urografia endovenosa), ou através de uma sonda que se insere na bexiga (cistografia) ou na uretra (uretrografia), proporcionam mais informação. (Ver secção 11, capítulo 122) Os raios X podem mostrar o tamanho dos ureteres e da bexiga e, possivelmente, a presença de cálculos e de lesão renal, o que proporciona ao médico uma valiosa informação acerca do funcionamento dos rins. A ecografia proporciona uma informação semelhante. A cistoscopia é um procedimento em que o médico pode olhar para o interior da bexiga através de um endoscópio flexível que se introduz dentro da uretra, geralmente sem causar dor.
A quantidade de urina que fica na bexiga depois de urinar pode ser medida introduzindo uma sonda através da uretra para esvaziar a bexiga. A pressão interna da bexiga e a da uretra podem ser medidas ligando a sonda a um medidor (cistometrografia).
Tratamento
Quando a causa de uma bexiga de baixa actividade (hipotónica) é uma lesão neurológica, pode-se inserir uma sonda (ou algália) através da uretra para esvaziar a bexiga de maneira constante ou intermitente. A sonda introduz-se o mais depressa possível depois da lesão, para impedir que o músculo da bexiga seja lesado por um estiramento excessivo e para prevenir uma infecção da mesma.
A colocação de um cateter de maneira permanente provoca menos problemas físicos nas mulheres do que nos homens. Num homem, a sonda pode provocar a inflamação da uretra e dos tecidos que a rodeiam. Contudo, tanto para estes como para as mulheres prefere-se o uso de uma sonda que possa ser introduzida pelo próprio doente periodicamente (de quatro a seis vezes por dia) e extraída depois de esvaziada a bexiga (auto-algaliação intermitente).
As pessoas que desenvolvem uma bexiga hiperactiva (espástica) também podem necessitar de uma sonda para facilitar o esvaziamento, no caso de os espasmos da saída da bexiga impedirem o seu total esvaziamento. Nos homens tetraplégicos, que não podem utilizar a sonda por si mesmos com este fim, é possível que se tenha de seccionar o esfíncter (um músculo semelhante a um anel que se abre e fecha) da saída da bexiga, para permitir o seu esvaziamento e usar um dispositivo externo de recolha. Pode-se aplicar estimulação eléctrica à bexiga, aos nervos que a controlam ou à espinal medula para induzir a contracção da bexiga, mas este tipo de tratamento está ainda em fase experimental.
O tratamento com medicamentos pode melhorar o armazenamento de urina na bexiga. Em geral, o controlo de uma bexiga hiperactiva pode ser modificado com medicamentos que relaxam a mesma, como os anticolinérgicos. Contudo, frequentemente estes causam efeitos colaterais, como secura da boca e obstipação; além disso, é difícil melhorar o esvaziamento da bexiga com medicamentos nos doentes com uma bexiga neurogénica.
Por vezes recomenda-se a cirurgia para fazer com que a urina se escoe por uma abertura externa (ostomia), feita na parede abdominal ou então para aumentar o tamanho da bexiga. A urina que sai dos rins pode ser desviada para a superfície do corpo extirpando um segmento curto do intestino delgado, ligando os ureteres ao mesmo e adaptando-o à ostomia; a urina é recolhida numa bolsa. Este procedimento denomina-se ansa ileal. Pode aumentar-se a bexiga com um segmento do intestino num procedimento denominado cistoplastia de aumento, e o indivíduo pode assim levar a cabo a auto-algaliação. Nos lactentes, a ligação efectua-se entre a bexiga e uma abertura na pele (vesicostomia), como medida temporária, até que a criança tenha idade suficiente para uma cirurgia definitiva.
Desvie-se ou não o fluxo da urina ou usem-se sondas, deve procurar-se reduzir ao máximo o risco da formação de cálculos na urina. Deve-se controlar rigorosamente a função renal. Qualquer infecção dos rins deve ser tratada imediatamente. Recomenda-se beber pelo menos oitos copos de líquido por dia. A posição de uma pessoa que está paralisada deve ser mudada com frequência, enquanto outras devem ser animadas a andar o mais cedo possível. Embora a recuperação completa em qualquer tipo de bexiga neurogénica não seja frequente, algumas pessoas restabelecem-se bastante bem com o tratamento.
FONTE:http://www.manualmerck.net/?id=155


Braga: Operação inédita chefiada por urologista francês

Operação trata incontinência

 

Três homens com incontinência urinária aguda receberam ontem, no Hospital de Braga, um novo dispositivo, um esfíncter artificial, para acabar com o problema.
Por:Fátima Vilaça


Segundo Cristophe Llorens, o urologista francês que desenvolveu o dispositivo, aplicado ontem pela primeira vez em Portugal, trata-se de um mecanismo composto por uma válvula e uma bomba, colocadas sob a pele. Quando o paciente quer urinar, basta apertar a bomba, abrindo a válvula.
'Esta intervenção dá qualidade de vida aos utentes, que deixam de usar fralda para terem uma vida normal', considera Américo Santos, Director do Serviço de Urologia do Hospital de Braga.
Este profissional aceitou realizar o novo método assim que foi proposto ao Hospital de Braga, por considerar que traz vantagens para o cirurgião e para o utente.
'É um sistema desenvolvido por um urologista, que já vem montado, diminuindo o tempo de cirurgia, e com reduzido risco de infecção', explicou.
A incontinência urinária aguda atinge 20 por cento dos homens sujeitos a cirurgia radical do cancro da próstata, a maioria com mais de 50 anos.
Com esta nova técnica, o tempo de cirurgia é reduzido para 45 minutos e o tempo de internamento para um dia. Tudo isto sem aumentar os custos.
 fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/operacao-trata-incontinencia

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